É preciso mobilização para conter sucateamento da Previdência, convoca representante da UGT no Conselho da Previdência

Para Natal Léo cortes orçamentários devem provocar queda na qualidade dos serviços e prejuízos aos aposentados

Destaques Sindicais - 7/8/2020 18:7:25 » Por


Natal Léo, 
representante da UGT-SP no Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS)

O representante da UGT-SP no Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), chamou a atenção, em reunião virtual realizada pelo órgão, para os impactos negativos que a Previdência deve sofrer diante da queda na arrecadação provocada pela pandemia de Covid-19 e os cortes previstos no orçamento para 2021.

“Com a crise na saúde provocada pelo coronavírus, houve uma queda muito grande na arrecadação das contribuições, ao passo que cresceu o volume de pagamento de benefícios. Com isso, existe um déficit que é 100% maior que o registrado no mesmo período do ano passado”, alertou Natal Léo.

Além do déficit orçamentário, avalia o líder sindical, a proposta de cortes no orçamento para o próximo ano poderia tornar a Previdência praticamente inoperante. “O corte orçamentário vai chegar à casa dos 45% e isso, é claro, vai ter impacto direto na qualidade dos serviços prestados pela Previdência, que já são precários”, denunciou o líder sindical. Segundo ele, para evitar que este cenário se concretize, é preciso que haja pressão sobre a Comissão Parlamentar Mista que vai analisar o orçamento para 2021.

“Precisamos nos mobilizar para cobrar dos deputados e senadores que estes cortes impostos à Previdência não sejam efetivas no Orçamento Federal do ano que vem. Para isso, é preciso que haja um grande engajamento do movimento sindical e de outros setores da sociedade”, convocou Natal Léo.

Reflexos

Durante a reunião do CNPS, o presidente do Sindiapi apresentou cinco reflexos diretos que o corte orçamentário pode trazer:

Inviabilização das ações em andamento pelo INSS aprovadas no CNPS;

Paralisação das ações para recuperação do atendimento das solicitações de benefícios represadas;

Não retorno ao funcionamento das agências do INSS;

Parada total na aplicação de políticas de atendimento virtual;

Grandes danos no sistema de arrecadação nos sistemas operados no Dataprev;

Impossibiliade de aplicação de melhorias tecnológicas através do Dataprev.

“Com a precarização da realização destes trabalhos, a situação dos aposentados e pensionistas pode se tornar ainda mais complicado em todo o país. Por isso, é preciso que estejamos todos empenhados, neste momento, para impedir que isso aconteça”, concluiu Natal Léo.

Fonte: UGT-SP - União Geral dos Trabalhadores do Estado de São Paulo