
Foto: Divulgação / Gemini-Google (geração por IA)
A fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na empresa GF Serviços, no dia 14/01, confirmou uma série de graves irregularidades trabalhistas denunciadas pelo Sindicato SETH.
Segundo os documentos oficiais da Auditoria-Fiscal do Trabalho, a GF não apresentou qualquer documentação exigida durante a fiscalização, mesmo após notificação formal recebida por representante do setor de recursos humanos da empresa. A conduta caracterizou embaraço à fiscalização e impediu a comprovação do cumprimento das obrigações trabalhistas.
Entre as irregularidades, a auditoria constatou que a empresa não comprovou o pagamento da 2ª parcela do 13º salário referente ao ano de 2025. Em relação aos salários, não foram apresentados recibos que demonstrassem o pagamento até o 5º dia útil do mês seguinte ao trabalhado. Já quanto às rescisões contratuais, a GF não comprovou o pagamento das verbas rescisórias no prazo legal de até dez dias após o término dos contratos.
Durante a inspeção realizada no local, os auditores também constataram que a empresa não mantinha disponíveis os livros ou fichas de registro de empregados, o que configura infração à legislação trabalhista. Diante do conjunto de irregularidades e da total ausência de colaboração por parte da empresa, a fiscalização foi concluída com a lavratura de múltiplos autos de infração.
Em despacho oficial, o auditor-fiscal do Trabalho responsável pela ação informou ainda que o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho para as providências cabíveis, bem como ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, para apuração da possível prática de crime de apropriação indébita previdenciária.
Por sua vez, o SETH encaminhou toda a documentação para inclusão nos autos da ação civil coletiva que acompanha o caso na Justiça do Trabalho. "O resultado da fiscalização confirma a gravidade das denúncias e comprova as irregularidades trabalhistas praticadas pela empresa de forma muito consistente", disse o coordenador do sindicato, Marlon Silva.
O SETH seguirá acompanhando o caso, atuando no campo jurídico e mantendo os trabalhadores informados.
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